Um Segredo que Eles não querem que Você Saiba sobre Sentimentos

Seja bem vindo e seja bem vinda ao vlog Eu Posso, Sim!

Era uma vez um Quadradinho. Ele e o seu pai, o Quadradão, saíram para passear no grande jardim dos Quadradóides! O Quadradinho sorria livremente o seu mais sincero sorriso diante das brincadeiras quadradas de seu papai.

Quadradão pensou no passeio com o seu filho como uma forma de eles terem uma chance de conversar a sós sobre algo muito importante. O Quadradinho estava entrando na adolescência e já mostrara interesse numa Quadradinha que morava na vizinhança.

Seu pai falou seriamente sobre os cuidados para se manter uma saúde “quadradável”, como gostava de falar. Conversaram sobre muitos outros assuntos relativos ao crescimento do Quadradinho.

E sobre as tantas coisas que falaram, conversaram sobre a antiga terra dos Triângulos. “Há muito tempo atrás”, dizem os antigos, “o mundo era dos Triângulos”, mas graças à evolução, surgiram os primeiros Quadrados e o Quadradão se orgulhava de serem, os Quadrados, o ápice da Evolução das Formas.

Aquele foi um dia intenso para o Quadradinho. Tanto foi que nem precisou de muito tempo para dormir. Ao acordar, avistou aquele lindo Sol quadrado e brilhante e ficou meio angustiado. Teve um sonho estranho. Tão logo o pai o viu, notou que algo errado estava ocorrendo com o Quadradinho e perguntou:

– Meu filho, está tudo quadradástico com você?

– Sim, pai… é… quer dizer… tive um sonho estranho. – E baixou a cabeça, reflexivo.

O Quadradão percebeu a angústia do filho e incentivou com um sorriso que o Quadradinho continuasse…

E ele continuou:

– Pai, sonhei que o mundo não tinha lados. Era como se todos os lados desaparecessem, não tinha mais quadrados, só seres sem lado.

O pai riu e comentou:

– Filho, não faz sentido que o mundo não tenha lados. Fique tranquilo, foi só um sonho. Observe a História Universal das Formas Geométricas. Todas as formas até hoje possuem lados e sempre possuirá. Até a Ciência já imagina que o mundo pode evoluir para formas, quem sabe, com mais um lado. Mas perder os lados, nunca!

Então, o Quadradinho respirou aliviado, pois tinha certeza que aquele sonho foi só um sonho rico em imaginação.

O mundo dos Quadrados só não imaginava que o Círculo é, ao mesmo tempo, ausência de lados e todos os lados (tantos que não podemos contabilizar).

Onde a imaginação não alcança, não há como pensar.

Nosso pensar é limitado pela imaginação. Nossa imaginação deve dar um salto para que possamos compreender determinadas condições e realidades. É como lidar com um ponto cego. Você só vai até onde a imaginação vai.

Um salto imaginativo e, portanto, reflexivo que, de uns tempos para cá tivemos, é a compreensão de que os sentimentos, diferentemente das emoções, são criados.

Falando de outro modo, as emoções são biológicas, fisiológicas e começam a surgir nos mamíferos, evolutivamente falando. São emoções, a alegria, a tristeza e a raiva.

Do outro lado, temos que os sentimentos são criados pela nossa cultura.

Mesmo?! O.o

Confesso que quando conheci esta ideia me comportei como o Quadradão da história deste post. Resisti um tempo, mas acabei compreendendo. E para facilitar este raciocínio, vamos pensar sobre um sentimento que nós, brasileiros, temos e nenhum outro povo possui: a saudade.

A saudade é uma palavra que não há tradução em outra língua. A melhor tradução que conheço para outra língua é algo como “sentir falta”. Logo, somente nós, brasileiros, somos capazes de ter o sentimento da saudade. Lindo isto, não é?

Note que o sentimento é algo ligado à palavra. Se há a palavra, há o sentimento. Quer outro exemplo?

Experimente conversar com alguém que está com idade acima de 70 anos e pergunte o que é o amor para esta pessoa.

Para essas gerações, arrisco dizer, aquelas até os anos 1940, o amor é algo construído com a convivência. Casava-se e, somente depois, amava-se.

Para a geração de 1970 para cá, começa-se a casar por amor. Traduzindo: casamos por que um sentimento forte nos conduz a acreditar que aquela é “a pessoa certa”. O amor, para estas gerações atuais, está conectado a um certo apaixonamento.

Hoje, apaixonamo-nos, casamos – quando casamos –, desapaixonamos, separamos e nunca mais amamos. Acabamos por criar um abismo relacional que está se difundindo culturalmente, afinal “ninguém é de ninguém” e “vamos beber, por que amar ‘tá’ difícil”, não é assim?

Destas ideias decorrem o seguinte raciocínio: se os sentimentos são criados, podem ser destruídos.

O que posso te afirmar é que quando os sentimentos são inadequados, devemos eliminá-los. O problema é que não sabemos distinguir os inadequados dos adequados. Como sociedade, estamos destruindo o sentimento do amor entre casais e penso que se trata de um sentimento essencial.

Mas se ao contrário tivermos a capacidade de perceber que no trabalho nos encontramos com um sentimento de baixa autoestima e tivermos a sacada de que isso não nos ajudará na melhoria de nosso salário, então acabamos de identificar um sentimento que é inadequado aos nossos objetivos de sucesso.

Ou se, por exemplo, você está estudando para um concurso público e identifica que o sentimento gerado é o de desmotivação. Com esta capacidade de identificar sentimentos inadequados, você acaba de dar um passo que corresponde a 50% do caminho para a solução.

O que você pensa sobre isto? Quero ler a sua opinião sobre este assunto nos comentários aqui no Vlog.

Na semana que vem, vou te explicar por que eu sei o ano, o mês, o dia e a hora que meu relacionamento irá terminar.

Ah, lembre-se de se inscrever aqui no vlog, estou preparando um curso exclusivo para os assinantes do Vlog Eu Posso, Sim!

Se cuida e até semana que vem!

João Lins.

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