Quer Ganhar o Poder Mágico do Sucesso?

Olá, tudo certinho com você?

Em primeiro lugar, quero agradecer a sua presença aqui no vlog Eu Posso, Sim!

Será nesta semana que você terá acesso à série de podcasts denominados #PapoSério, uma série de conversas que terei com o profissional de Programação Neurolinguística, Consultor e Coach, Miguel Mar.

Acompanhe-nos aqui no vlog, vêm coisas muito bacanas aí para você!

E hoje, nesta postagem, irei compartilhar com você a técnica de negociação interna – se quiser, pode consultar o post complementar A Força do Diálogo Interno – que me ajuda constantemente na área de gestão emocional¹.

Primeiramente, precisamos definir alguns pontos. Vamos a eles!

Na semana passada, falei sobre o conceito de partes que a Psicologia, de forma geral, apresenta em suas abordagens. Aqui, iremos considerar que nós, humanos, temos duas partes, uma que é incentivadora e outra que pode nos sabotar.

A parte incentivadora e motivadora é nossa aliada direta e não queremos que ela mude, certo?

Vamos tratar da outra parte, então. Ela pode nos sabotar por que tem força de decisão sobre nossa vida. Mas essa parte faz parte do que você é e como falei na semana passada, ela deseja te ajudar, tem intenção positiva. Uma das características dela é que é uma parte primitiva e busca prazer imediato. É esta parte que te diz para ficar em casa ao invés de ir estudar, que te diz que é melhor ficar assistindo TV ou te questiona perguntando para quê acordar cedo no sábado e ir fazer o que te ajudará no futuro se você pode desfrutar de um bom soninho agora…

Note que esta parte de você não consegue olhar para os benefícios futuros, somente para os imediatos. É como uma criança birrenta que bate o pé dizendo o que quer e quer agora.

Lembro de uma experiência que foi feita com crianças nos Estados Unidos:

Os pesquisadores levavam a criança para uma sala com uma mesa e duas cadeiras dizendo que iria fazer uma entrevista com elas. O entrevistador pedia licença dizendo que iria pegar o material da entrevista e deixava a criança ali sentada com um doce sobre mesa e dava a seguinte instrução:

“Se você quiser, pode pegar o doce. Mas se me esperar chegar e não tiver comido eu te dou outro.” – E saia durante alguns minutos.

Fez este procedimento com todo o grupo de crianças avaliadas. Mais tarde, após alguns anos, os mesmos pesquisadores foram saber como estava a vida daquelas crianças que, agora, estavam jovens.

Os resultados foram muito interessantes. Houve uma relação direta entre as crianças que aguardavam o pesquisador retornar com a intenção de ganhar outro doce e o sucesso profissional dos jovens. Ou seja, as crianças que sabiam aguardar para obter mais doce se tornaram jovens com maior propensão ao sucesso profissional. Enquanto que aquelas “apressadinhas” se tornaram jovens com menor propensão ao sucesso profissional.

Eu diria que todos nós somos, ainda, crianças que podem escolher esperar para obter mais ou crianças que se apressam a consumir o doce logo ali, imediatamente. Um lado de nós sabe que esperar será muito mais proveitoso e o outro lado nos incentiva a obter prazer imediato. Este último lado é a criança birrenta de que te falei há pouco, ela tem energia para bater o pé, chorar e fazer barulho, ela tem força de ação. Logo, temos que puxá-la para nosso lado, como aliada. Mas como?

É isto que você irá aprender agora.

 

A Técnica de Negociação Interna

Digamos que você queira emagrecer. Hoje você se encontra com 80 quilos e quer diminuir 15 quilos para adequar seu peso à sua altura.

Se você tem 15 quilos a mais, significa que um ou alguns EUs estão participando nas decisões que fazem você engordar ou manter esse peso inadequado.

Agora que contextualizamos, vamos à técnica:

a)    Busque um ambiente silencioso e com baixa possibilidade de interferências;

b)    De olhos fechados, pergunte aos seus EUs o seguinte: “Olá, desejo a ajuda de vocês para que nós obtenhamos benefícios. Qual de vocês ou quais, estão me incentivando a ficar neste peso X (ou: me manter engordando)?”;

c)     Aguarde de olhos fechados para perceber se algum EU – ou alguns EUs – se manifesta;

d)    Se algum EU se manifestar, pergunte a ele: “você pode me ajudar respondendo algumas perguntas?” (se forem mais de um, pergunte no plural);

e)    Perceba se a resposta é positiva. Se for, significa que aquele EU deseja cooperar. Se for negativa, significa que você terá que negociar com ele. Minha dica é que se o EU não deseja cooperar, que você ofereça algo em troca para ele, como um benefício ou um prêmio se ele ajudar;

f)      Assim que você conseguir a cooperação do EU ou dos EUs – se for mais de um, converse com cada um deles em separado –, pergunte o seguinte: “qual a sua função?” (descubra se se trata de um EU da criatividade, ou da força, ou da inteligência, ou da motivação, ou da preguiça, etc.. Para cada papel que temos e desempenhamos, há um EU governando);

g)    Pergunte: “E qual o motivo de você estar envolvido no fato de estarmos com 15 quilos a mais (aqui você cita o problema que necessita ser mudado)?”;

h)    Pergunte, agora: “Como você poderia obter este benefício que acaba de citar, através de outro caminho, diferente de ficarmos 15 quilos acima do peso? (cite o problema a ser mudado aqui)”;

i)       Finalize a conversa com o EU – ou o primeiro EU, dos envolvidos na questão – perguntando: “Eu desejo a sua ajuda para mudarmos essa situação e gostaria de saber o que posso te dar, caso você me ajude.” Aguarde a resposta dele, provavelmente ele irá desejar um prêmio em troca de te ajudar. Negocie.

Se tiver mais de um EU, direcione suas perguntas da letra “d” em diante agora para o próximo EU. Você repetirá esta técnica quantas vezes forem a quantidade de EUs envolvidos.

Lembre-se que uma negociação pode ter efeitos rápidos e efeitos lentos. Portanto, se for necessário, volte a negociar com os EUs em outros momentos até obter sucesso nos resultados.

Eu quero receber seu feedback a respeito da aplicação desta técnica. Se tiver alguma dúvida, pergunte aqui nos comentários. Aplique e me conte a sua experiência.

Se cuida e até semana que vem!

João Lins.

 


¹ Gestão Emocional – se refere à capacidade de administrar as emoções diante de situações desafiadoras, como por exemplo, controlar nossa ira diante de um superior que, em determinado momento nos provoca a vontade de ir no pescoço do mesmo; ou quando nossa emoção nos diz que devemos fechar aquele negócio imediatamente. Nestes dois exemplos, a Gestão Emocional atua como um regulador de decisões, se trata de uma ferramenta que nos ajuda a tomarmos melhores decisões, mesmo em situações extremas.

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