Aprendendo com Elas a Libertar a Fera…

Saudações!

Este artigo chega de forma incomum, pois é o segundo em uma só semana. Mas é por um ótimo motivo!
E chega como um agradecimento misturado com aprendizado em homenagem à mulher e seu dia. Homenagem, em especial, à minha esposa que, publicamente, quero manifestar que sem ela a minha vida perderia o seu sentido.
Quero aproveitar este momento para pensarmos e aprendermos mais sobre conceitos que ficam, muitas vezes, escondidos em meio às informações que adquirimos sobre o que a História nos revela sobre o dia fatídico que virou símbolo internacional da Mulher.

Contextualizando

Atribui-se ao ano de 1857 a ocorrência de um incêndio que teria matado diversas mulheres de uma fábrica. Mas, segundo a socióloga Eva Alterman Blay, o incêndio que se relaciona ao Dia Internacional da Mulher foi o que aconteceu no dia 25 de março de 1911, nos EUA, na Triangle Shirtwaist Company, uma fábrica têxtil que ocupava do oitavo ao décimo andar de um prédio. Havia o total de 600 trabalhadores e, antes do incêndio se alastrar, muitos trabalhadores conseguiram sair da fábrica, restando, 146 pessoas que morreram nas instalações. Dentre estas 146 pessoas, 125 eram mulheres.

Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação da Rússia na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”. (excerto extraído de WikiPedia)

O que Aprendemos?

O primeiro ponto do que quero destacar é que a ação feminina frente a uma situação insatisfatória promoveu o estopim para a Revolução Russa de 1917. Isto nos dá a preciosa informação sobre o poder de influência que as mulheres possuem na sociedade. E, garanto, o poder de influência possui uma profunda relação com sucesso. Pensemos: são as mulheres que demonstram em seu comportamento o poder de seduzir, o poder de nos fazer – a nós, homens – ter aquele sentimento de dar a vida para protegê-las. São elas que possuem a característica natural de carregar a beleza. Portanto, com elas, aprendamos que está no que fazemos o modelo de aproximação para a obtenção de sucesso.

Mulher, Arte e Geração

Mulher, Arte e Geração

O segundo ponto de discussão que quero trazer é que, concretamente, são das mulheres a capacidade para gerar vida. Note que durante 9 meses elas carregam um bebê (ou uns bebês…) e esta criança se nutre dela e ela, afetivamente, deste. São elas que demonstram que para gerar algo de valor – uma vida – é necessário aguardar, ter paciência, cultivar, lidar com intempéries. Mas não é exatamente estas características que mais devemos alimentar em nós mesmos se desejamos obter sucesso em qualquer área de nossas vidas?

Ying-Yang

Yin-Yang

E, em terceiro e último lugar, destaco o ponto importante de que são vocês, mulheres, que equilibram o mundo das relações. A sabedoria oriental nos traz o símbolo Ying-Yang e, com este símbolo, o reconhecimento de que há duas forças que se relacionam e se complementam. Poderíamos dizer que se trata da relação masculino-feminino ou que, em todo masculino há um feminino e em todo feminino há um masculino. Não estou, com isto, dizendo que o homem é feminino ou que a mulher é masculina, mas que sabemos, todos que almejam o sucesso, que ao lidar com as relações profissionais ou amorosas, por exemplo, há momentos em que o que deve prevalecer é a leveza, a suavidade, seja na fala ou no fazer. Este é o lado feminino equilibrador, pois como bem disse Michel Foucault, onde há poder há resistência e se trata do momento em que não desejamos criar resistência, mas cooperação.

Esta é a homenagem que o vlog Eu Posso, Sim! oferece às mulheres e àqueles que convivem com este que discordo que seja chamado de sexo frágil.

Se cuida e até a próxima!

João Lins.

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